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Mulheres na polícia - Profissão de orgulho!

Por: Jéssica Ferrari | Fonte: www.itu.com.br

Elas são oficias, trabalham fardadas, enfrentam longas rotinas e encaram qualquer missão. Assim é a vida das mulheres que escolheram como profissão, a carreira militar!

Ser policial já foi uma profissão só para homens, mas hoje seguir essa carreira também é uma escolha das mulheres, pois ao longo dos anos elas perceberam que muitas profissões podem, e devem ser exercidas por elas, como conta a Soldado PM Juliana Ferraz. “Quando criança admirava muito meu pai, que fazia parte do Regimento 9 de Julho (cavalaria), em São Paulo. Achava lindo o respeito e a admiração que a farda causava nas pessoas”.

Porém, quem pensa que ser policial é uma tarefa fácil, elas afirmam que não. “O trabalho de um policial é de extrema coragem, afinal defendemos a vida de pessoas que nem ao menos conhecemos, e muitas vezes com o sacrifício de nossa própria vida”, explica a Soldado PM Lucimara de Souza.

No serviço elas não são diferenciadas, e executam as mesmas tarefas dos homens. “Há muitos anos, quando foi criada a Polícia Feminina, tínhamos um trabalho diferenciado, mas hoje nós trabalhamos em qualquer lugar e exercemos todos os tipos de modalidade de policiamento”, afirma Lucimara.

policia feminina

O respeito e a admiração que a profissão oferece ao longo da carreira também são conquistas das mulheres, que superam qualquer discriminação e chegam aos postos mais altos da profissão. No 50º Batalhão de Polícia Militar de Itu, elas são em dez mulheres, espalhadas em diversos setores e até na força tática! Já no estado de São Paulo, segundo a assessoria de Imprensa da Polícia Militar de São Paulo, há 9067 mulheres trabalhando como policias. “Ainda somos a minoria dentro da Corporação, mas há um grande número de mulheres na Polícia Militar do Estado. Já estamos há 55 anos na Instituição e há várias Oficiais femininas e Coronéis (posto mais alto da Polícia Militar), como a Coronel PM Fátima Ramos Dutra, do Comando de Policiamento do Interior – 7, em Sorocaba, que comanda 79 municípios da região e por consequência, milhares de homens”, comenta Juliana Ferraz.

policia feminina

Além das tarefas do serviço, elas possuem suas rotinas normais, com atividades familiares e até educacionais. “Além de ser policial, sou mãe, esposa, dona de casa e universitária”, conta a 1º Tenente PM Viviane Cuenca. Mas são fardadas que elas se sentem completas. “Me sinto competente no trabalho que desempenho, e tenho orgulho da profissão que escolhi”, afirma a Cabo PM Sandra Regina Guilger.

Mesmo com as dificuldades desse trabalho, elas encaram as atividades com muito profissionalismo e orgulho, e sem perder o charme de ser mulher, demonstrando que para fazer essa escolha, não é preciso deixar de ser feminina, ou desistir de ter uma vida normal, apenas é preciso se identificar, e ter orgulho do que faz! “Sou bastante vaidosa e a profissão exige que estejamos sempre maquiadas, unhas feitas, com boa aparência, afinal lidamos com o público”, finaliza a Cabo PM Luisa Bandeira.