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Coletes à provade balas: A importância da produção 100% própria

Por: Christian Callas, diretor da Protecta Proteção Balística | www.protecta.net.br | Publicado na Revista Blindagem e Segurança, edição 94

PRODUÇÃO 100% INTERNA É A CHAVE PARA O CONTROLE DE QUALIDADE

Produzir com qualidade, preço justo e gerar valor aos seus clientes são os grandes desafios da empresa responsável.

Na indústria de proteção pessoal isso é ainda mais relevante, afinal lidamos diariamente com a integridade física e proteção de vidas. Neste artigo divido com você, leitor, minha visão sobre o melhor processo para a produção de coletes à prova de balas e que gera um produto final de qualidade superior.

O primeiro passo para garantir a qualidade total dos coletes é a produção 100% própria. Ao gerir toda a produção, respondemos diretamente pela qualidade das matérias primas, equipamentos, equipe e testes.

Lado a lado, cada fase é acompanhada e testada. O fio de aramida se transforma em tecido e após sua impregnação e laminação se transforma em compostos que não descolam e que apresentam alta uniformidade de resistência balística.

Assim que fica pronta, cada nova amostra de painel segue para o laboratório próprio onde é submetida a exaustivos testes com diversos tipos de munição e, somente após preencher todos os requisitos de qualidade e certificações, é liberada para produção. Os painéis balísticos são cortados por processo totalmente computadorizado, o que garante maior precisão e economia, partindo então para a costura das capas e mais uma vez, o controle de qualidade. Essa sinergia entre as etapas não pode ser garantida quando há terceirização no processo.

tunel de tiro fábrica protecta

Ao terceirizar, inegavelmente há perdas no controle da qualidade. Perde-se também em agilidade, pois a solicitação de ajustes será feita aos terceiros, que precisarão de tempo para implementá-los. Também há ganho de agilidade na adoção de novas tecnologias. Quando uma nova matéria prima, nova textura ou novo método produtivo é criado, quem produz tudo “dentro de casa” tem liberdade para a adoção das novas práticas, colocando rapidamente essas vantagens a serviço dos clientes. Outro ponto relevante é a uniformidade das peças. Com a utilização das mesmas matérias primas e insumos, o resultado final não apresenta diferenças de cores, padrões e até tamanhos.

Não é incomum ouvirmos casos de lotes que apresentavam costuras sem padrão, cores e grades diferentes, causando transtornos ao comprador, que passou a duvidar também do controle de qualidade balística do produto.

Infelizmente, o nível de informalidade no setor de blindagem ainda é representativo e, sem saber, muitos podem estar comprando produtos não aprovados, não certificados e o mais grave, não seguros.

Além das informações padrão que você já busca na hora de comprar coletes à prova de balas como o modelo, a indicação e o nível da blindagem, a partir de agora se informe também sobre o processo de produção. Isso faz toda diferença.