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Blindagens, por que os preços variam?

Parceiro de notícias // Via Portal da Blindagem. Acesse -> www.portaldablindagem.com.br

Existem dezenas de blindadoras no país, muitas delas sequer são registradas no Exército, o órgão de regulamentação e fiscalização do setor. Com o mercado nessas condições, é possível encontrar ofertas de preços extremamente variados para a blindagem de veículos. Porém, o preço não é o único nem o principal ponto a ser considerado no momento de escolher a blindadora que executará o serviço. Até porque o custo da blindagem de um veículo varia de acordo com diversos fatores. Para o presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), Christian Conde, “o mais importante é saber se a blindagem dará a segurança necessária ao usuário”.

O tipo de material utilizado é o terceiro fator. Uma blindagem onde se utiliza mais aço tende a ser mais barata do que uma produzida majoritariamente com mantas de aramida. Porém, o aço deixa a blindagem mais pesada. Quanto maior o peso, maior pode ser o impacto no desempenho do veículo e o desgaste de algumas peças. Ou seja, o custo mais barato antes pode levar ao aumento do custo de manutenção. O consumo de combustível também é maior em carros mais pesados. Apesar de no Brasil já ser possível encontrar materiais de qualidade semelhantes aos importados, a origem do material também contribui para a variação do preço da blindagem. Nesse quarto fator, um vidro importado, por exemplo, pode ser mais caro que um nacional, mesmo havendo, no Brasil, produtos com qualidade comparada ao que é considerado o melhor vidro blindado do mundo.

Blindagens, por que os preços variam?

Por fim, o projeto de blindagem e o know-how da blindadora e de seus profissionais também são apontados como fatores de diferenciação do preço. Esses, assim como no caso da utilização de aço em lugar da aramida, são outros fatores que podem trazer benefícios posteriores. Um carro blindado em uma empresa desconhecida pode ter maior depreciação do que um produzido por uma blindadora de renome. Sem contar, é claro, na confiabilidade dos serviços de uma empresa com sede e fábrica constituída, funcionários fixos e com capacitação específica. Existem “blindadoras” no mercado que sequer têm a oficina de montagem e desmontagem dos veículos para a execução da blindagem. Contratam profissionais por empreitadas, independentemente de terem ou não capacitação para a execução do serviço. Muitas delas encerram as atividades pouco depois de efetuar a venda, fecham as portas e reaparecem em outro local, com outra razão social. Com isso, a garantia da blindagem dada aos seus clientes perde a validade.

Como proceder

Antes de decidir onde blindar o carro, verifique há quanto tempo a empresa está no mercado. Não se preocupe, inicialmente, com o custo da blindagem e o tempo de garantia que a empresa oferece. Esses não devem ser os únicos itens levados em conta. O mais importante é saber se a blindagem dará a segurança necessária. Exija que a blindadora mostre o Certificado de Registro (CR) no Exército. Sem esse documento, a empresa não pode atuar no segmento, uma vez que o carro blindado integra a lista de produtos controlados. Questione se os materiais utilizados na blindagem foram aprovados em testes feitos pelo Exército e se isso pode ser comprovado por uma cópia do Relatório Técnico Experimental (ReTEx), expedido pelo próprio Exército.

Não se contente em conhecer o show room da blindadora. Visite o local onde a blindagem é executada. Procure saber antecipadamente quanto tempo demorará o serviço. Algumas empresas disponibilizam fotos da evolução do processo. Isso pode ser a garantia de que seu veículo está realmente recebendo a blindagem oferecida.

Escolha o nível de blindagem de acordo com sua necessidade de segurança. Para isso, é preciso consultar a tabela de resistência balística. Todas as descrições utilizadas pelas empresas devem indicar a resistência aos projéteis, equivalente aos níveis definidos pelo Exército. Certifique-se de que a blindagem será realizada tanto na parte transparente (vidros), quanto nas áreas opacas. Toda a cabine deve estar protegida.

Repita esse processo com pelo menos duas blindadoras e não se deixe levar por fatores subjetivos. Somente depois de checar esses procedimentos, analise o preço e o período de garantia oferecido. Ao receber o carro, verifique o Termo de Responsabilidade e certifique-se de que todos os materiais utilizados na montagem – vidro balístico, mantas de aramida e aço – têm o nível de segurança pelo qual você optou. O descritivo de cada um dos materiais deverá estar especificado no Termo, documento sem o qual o Exército não permite o registro do veículo blindado. Essa é a garantia do seu veículo, o termo legal no qual a blindadora se responsabiliza pelo serviço.