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Blindagem arquitetônica exige mão-de-obra qualificada e materiais controlados pelo Exército, alerta a Abrablin

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Na busca de mais proteção contra a crescente violência urbana, muitos moradores de São Paulo, do Rio de Janeiro e de outras capitais “blindam” suas residências, reforçando as paredes com mais cimento e as janelas com películas. Tal prática, porém, apenas dá a falsa sensação de segurança, já que o simples reforço não possui resistência balística e, portanto, não garante abrigo aos residentes em caso de ataque com arma de fogo. O alerta é da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin).

“A blindagem arquitetônica é um processo bem mais complexo do que simplesmente um reforço de concreto nas paredes ou de colocação de produtos nos vidros. Exige pessoal extremamente qualificado e uso de material controlado, testado e aprovado pelo Exército Brasileiro”, afirma o presidente da Abrablin, Christian Conde. “Os produtos são testados para que sua resistência a impacto de projéteis de armas de fogo de diversos calibres sejam seguramente comprovados”, diz.

A entidade alerta ainda para a oferta de algumas empresas de executar a blindagem em apenas algumas partes isoladas. “Não existe blindagem parcial. O serviço deve ser executado não só na parte transparente (vidros), mas em toda a parte opaca, para que os moradores, aí sim, estejam integralmente protegidos”, explica o executivo da Abrablin.

blindagem arquitetônica exige mão-de-obra qualificada e materiais controlados pelo Exército

Antes de definir quem executará o serviço de blindagem arquitetônica, a Abrablin sugere que o interessado avalie a empresa contatada. É preciso checar se ela possui Certificado de Registro (CR) junto ao Exército – sem esse documento, ela está funcionando irregularmente –, além do Título de Registro (TR) e o Relatório Técnico Experimental (ReTEx) do fabricante dos materiais a serem instalados, emitidos também pelas Forças Armadas (Exército), dizendo se estes produtos testados foram ou não aprovados. A escolha de uma empresa séria e com know-how para esse tipo de serviço, diz Conde, “é o que vai dar a garantia total de tranqüilidade e segurança para a família no lar blindado”.

A entidade também alerta que os mesmos cuidados devem ser obedecidos aos condomínios que desejam blindar suas guaritas. “O material utilizado é o mesmo e a necessidade de mão-de-obra qualificada para a execução do serviço, portanto, igualmente necessária”, conclui o presidente da Abrablin.